terça-feira, 22 de outubro de 2013

Lugar de encontro - MOACYR COELHO


      A escola é um lugar de encontro de todos os alunos durante a semana com o objetivo de ensinar, informar e desenvolver o saber de cada aluno de forma pessoal e coletiva. Seja no turno da manhã, da tarde ou da noite um lugar que nunca fica vazio na escola é a quadra. 
    Apesar de sua estrutura física não ser das melhores, não impede de torná-la um ambiente agradável e suficiente para os alunos. 
   A quadra poliesportiva da escola parece que já vem com o propósito de atrair o aluno, pois espacialmente ela está no centro da escola, ou seja, tudo está ao seu entorno. Dessa forma é quase impossível encontrar um aluno que não goste de estar lá. Os meninos querem jogar bola, tanto dentro quanto fora da escola, porém lá fora não têm um “q” que a escola tem. Esse “q” dar-se porque a atenção de todos estará voltada para a quadra, não tem um que passe pelo corredor ou não olhe pela janela da sala para olhar o que está acontecendo por lá. Já as meninas têm outra finalidade para aquele espaço, apesar de ser uma quadra, as alunas a utilizam como se fosse uma praça pública. Sentam-se em grupinhos geralmente encostadas na grade, outras preferem apenas ficar em pé e conversarem. 
    De qualquer maneira, seja com os meninos ou meninas, crianças ou adolescente, aquele espaço é mais que uma simples quadra. Lá fora a maioria desses alunos vão para suas casas e se rendem a internet, começam a conversar por bate-papos e aquele encontro na quadra da escola passa ser único pois ao saírem de lá, ao saírem da própria escola é cada um para seu canto e um “quando chegar a casa entra no facebook”.
    O encanto, o brilho no olhar e os segredos bem guardados de cada um estão marcados na quadra.      


Estagiando perto de casa - JOYCE CARVALHO



Minha casa fica a uns três quarteirões da em que estagiei. Ao seguir meu trajeto até o colégio, sou acompanhada com a presença dos alunos que também caminham para a escola. Uns vão a pé e outros de bicicleta. Uns vão acompanhados e outros sozinhos. Sorrindo e papeando.
Ao entrar na escola a primeira coisa que visualizo e também os alunos é a capela, que se encontra no primeiro pátio. O comportamento dos alunos nesta ala da escola é pacífico, estão constantemente mais silenciosos, conversando tranquilos e até mesmo sentados em volta da capela.

 Quando andamos mais um pouco passamos para o segundo pátio, encontramos a quadra onde os alunos jogam. O comportamento dos alunos nesta ala é completamente diferente da primeira, é onde brincam, correm, e até mesmo andam de bicicleta.








É interessante a diferença dos alunos quando mudam de um ambiente dentro da própria escola, a importância dos objetos que compõem esse espaço. Nesta escola é visível a influência dos elementos da paisagem, pois eles condicionam o comportamento dos alunos.

Estágio - JOCELY FELISBERTO

 Durante o meu estágio, eu pude observar que guando vai se aproximando  7h25 da manhã, começa a aglomeração no portão da escola, são os alunos chegando de bicicleta, ônibus, táxi  moto, carro, a pé, etc. É um tremendo alvoroço, mas guando toca o sinal e o portão se abre, o comportamento dos alunos mudam. Pois eles sabem que do portão para dentro, o seu comportamento não pode ser o mesmo, da rua ou até mesmo de casa, pois o respeito para com o colega, o professor e o próximo de um modo geral é imprescindível  Durante o tempo que os alunos permanecem na escola, não podem ficar conversando nos corredores, pois logo vem os coordenadores e colocam para sala. O único momento que os alunos tem para extravasar, é no momento que eles vão para a quadra fazer educação física, pois ali eles correm, gritam e até mesmo xingam uns aos outros. Sei que também tem exceção, aqueles que gostam de desafiar o professor ou até mesmo a direção da escola. Da pra se vê que o comportamentos dos alunos de hoje não como o de antigamente, pois muitos estão totalmente sem limites, mas a direção da  escola tenta fazer o melhor possível, para que a escola seja um lugar de aprendizado,e respeito ao próximo.



Espaços escolares - SALVADOR CARDOSO


Este é o corredor que dar acesso as principais áreas da escola, ao passarem por aqui, entrando para o início das aulas, parecem que há em alguns alunos uma grande expectativa, em outros, um desejo apressado chegar logo às salas. Corre-corre, empurrões, brincadeiras e declarações inusitadas... Este mesmo espaço dar acesso ao refeitório que é amplo com capacidade aproximada para 80 crianças. De quando, em vez alguns acessam este ambiente nos intervalos de cada aula, onde podemos ver adolescentes brincando meninos esboçando declarações as meninas e vice versa. Der repente, observa-se alguns de forma mais brusca se agarrando, numa tentativa de imprimir força, mas no caso do sexo oposto querendo conquistar mas sem palavras tentando demonstrar através da forca um meio de conquista.
Nota-se que este espaço é um dos espaços onde os alunos se sentem mais a vontade, uma sensação de liberdade os invade de tal forma que a alegria parece instantânea. Também não se observa apesar da escola ter em sua composição alunos de diversas comunidades, um sentimento faccioso e nem atitudes etnocêntricas para com os que destas comunidades mais distantes chegam.
Neste espaço, em uma determinada tarde observando os no intervalo de aula notei que duas meninas se acariciavam veementemente e durante muito tempo. Achei curioso, depois de alguns minutos de observação resolvi me aproximar, e ao conversar com elas observei que se tratava de um elo muito mais forte.
O interessante é que os alunos que se aproximavam não o faziam com atitudes criticas, mas mesmo esboçando brincadeiras e risos o faziam com respeito encarando como uma atitude normal, respeitando o espaço delimitado por elas.

O espaço fotografado é onde funcionava a quadra da escola, hoje, desativada, mas que ainda é ocupada para aulas de educação física. Neste espaço, os meninos ainda utilizam para a prática do futebol, queimada e outros.        

O pátio da escola - ANA CRISTINA


Amanhece. O céu azul remete a um clima favorável a muitas novidades que estão por acontecer.

No espaço entre dois grandes prédios, observa-se o pátio principal, que pode ser comparado a um palco, com um atraente cenário onde se desenvolvem atividades diversas todos os dias graças aos talentosos atores da vida real no cotidiano escolar.

Antes, silêncio absoluto. Afinal, a escola que funciona em três turnos: manhã, tarde e noite encontrará o auge do descanso merecido na madrugada.

É chegado o momento em que os alunos iniciarão suas atividades.
Hora da entrada.  É quebrado o silêncio.
Às 7h20, os alunos começam a chegar.
O coordenador de turno começa a chamar as turmas no alto-falante.
Cada um se dirige para a sua sala.

Alguns alunos tentam se concentrar nas aulas ministradas por seus professores. Outros não; pois estão ansiosos pelo momento em que logo tocará o sinal para o intervalo.
É chegada a hora tão esperada. Os estudantes saem apressadamente, como se não pudessem perder um instante sequer dos preciosos 20 minutos.

Alguns grupos de alunos se reúnem no imenso pátio central para por as novidades em dia.
Sentam-se à vontade nos bancos, antes vazios, para jogar, ler, conversar, enquanto outros preferem sentar no chão, isolados ou com amigos mais próximos, enquanto aguardam o retorno às suas respectivas salas.

É relevante destacar a importância que este espaço tem para os alunos do 1º, 2º e 3º turnos. É admirável a relação de pertencimento que eles têm com a escola e ela parece correspondê-los, pois mesmo quando estão dispensados de algumas aulas, recusam-se a sair da escola e continuam no pátio.


A escola só é feliz porque os alunos existem e há entre eles uma relação de reciprocidade.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Sustentabilidade e Matemática

Conteúdo: Revisão as operações básicas
Público alvo: 6.º ano do Ensino Fundamental
Objetivo: Revisar as operações básicas da Matemática, por meio da interpretação de dados sobre a sustentabilidade. Propiciando aos alunos uma discussão e reflexão sobre o destino que damos para nossos lixos e sobre a reciclagem. 
DESTINO CERTO: Quem vai cuidar do lixo?
Apesar da promulgação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, em 2010, ainda existe um grande debate no Brasil sobre alguns pontos controversos da lei e a responsabilidade pela gestão do lixo por diversos setores. Para especialistas reunidos em São Paulo, neste mês, a solução passa pelo maior envolvimento da indústria na coleta seletiva e uma menor taxação de bens produzidos com matéria-prima reciclada
Suzana Camargo - Edição: Mônica Nunes
Planeta Sustentável - 19/08/2013


Precisamos fechar o ciclo: usar, reciclar e reutilizar. Essa é a única saída para conseguirmos lidar com as enormes montanhas de resíduos produzidas pelo homem todos os dias no planeta. E para começar, não devemos mais utilizar a palavra lixo: o certo é resíduo - há resíduos sólidos e úmidos. O resto é rejeito, o que costumamos chamar de lixo orgânico. Os sólidos devem ser encaminhados para a reciclagem e o orgânico para compostagem ou biodigestão. O caminho parece ser simples, mas ainda está longe de ser alcançado. Em nosso país, 40% do lixo doméstico ainda têm como destino os lixões e os aterros sanitários. "O Brasil tem uma sociedade que joga fora, não recicla", afirmou o economista e sociólogo da USP, Ricardo Abramovay, conselheiro do Planeta Sustentável e autor do livro Muito Além da Economia Verde, primeiro com o selo do Planeta.

Atividades

1.      A lata de alumínio é o material reciclável mais valioso. O preço pago por uma tonelada é, em média, de R$ 3.500,00 - o quilo equivale a 75 latinhas. O consumidor recebe nos postos de troca (supermercados) um bônus para ser descontado nos estabelecimentos credenciados com valor correspondente ao número de latas entregue para reciclagem. Algumas campanhas promovem a troca de latas por equipamentos úteis a escolas e entidades filantrópicas - 5.250 latas valem um ventilador de parede, 179,2 mil uma fotocopiadora e 80,5mil um microcomputador. De posse destes dados, responda.

a)      Quantos quilos de latinhas Izabela arrecadou ao contar no fim do dia um total de 975 latinhas? E sua amiga Ninna com um total de apenas 225 latinhas terá recolhido quantos quilos?
b)      Em uma gincana na escola de Marcella, foram arrecadadas 42.500 latinhas. Sabendo da campanha que promove a troca de latas por equipamentos úteis a escolas, qual e quantos equipamentos que a escola de Marcella poderá adquirir com a troca de latinhas?
c)      Com a quantidade de latinhas arrecadadas na escola de Marcella quanto faltaria para a escola caso desejasse fazer a troca por um microcomputador? E por uma fotocopiadora?
d)     Ainda com os dados da escola de Marcella (42.500 latinhas arrecadadas) podemos dizer que a quantidade de latas que faltou caso a escola desejasse trocar por uma fotocopiadora é de aproximadamente o dobro, o triplo ou o quádruplo do arrecadado?
e)      Se o preço pago por uma tonelada de lata de alumínio é R$ 3.500,00 quanto será pago por 5 toneladas? E por 7,5 toneladas?



Objetos confeccionados com materiais recicláveis:

Referência

Por: Juliana Corrêa
Aluno do 7.º período do curso de Licenciatura em Matemática

Matemática e Sustentabilidade

  Conteúdo: Funções: funções crescentes e funções decrescente
  Série: 1.° ano do Ensino Médio
 Objetivo: Instrumentalizar os alunos na leitura e análise de gráficos, partindo de situações cotidianas que retratam as condições de sustentabilidade do ambiente.



Funções crescentes, funções decrescentes


Uma função y=f(x) é crescente em um intervalo contido no domínio f se, para quaisquer x1 e x2 desse intervalo, ocorrer:

                                       


Uma função y=f(x) é decrescente em um intervalo contido no domínio D se, para quaisquer x1 e x2 desse intervalo, ocorrer:
Exemplo: Analise a função y=f(x) representada no gráfico e escreva em que intervalos ela é crescente e decrescente.



Exercícios:

Desmatamento da Amazônia[1]
A Amazônia ocupa uma área de mais de 6,5 milhões de km² na parte norte da América do Sul, passando por nove países: o Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Suriname, Guiana e Guiana Francesa.
85% dessa região fica no Brasil (5 milhões de km², 7 vezes maior que a França) em 61% do território nacional e com uma população que corresponde a menos de 10% do total de brasileiros. A chamada “Amazônia Legal” compreende os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e parte dos estados do Mato Grosso, Tocantins e Maranhão perfazendo aproximadamente 5.217.423km².
Quando falamos em desmatamento na Amazônia é comum as pessoas confundirem a região citada acima com o estado do Amazonas, o que limita a compreensão do verdadeiro problema que essa região enfrenta. Em toda a região amazônica calcula-se que cerca de 26.000km são desmatados todos os anos.
No Brasil, só em 2005 foram 18.793km² de áreas desmatadas, sendo que uma das principais causas é a extração de madeira, na maior parte ilegal. Segundo dados do Grupo Permanente de Trabalho Interministerial Sobre Desmatamento na Amazônia, desde 2003 foram apreendidos cerca de 701mil m³ de madeira em tora provenientes de extração ilegal.
Outras causas apontadas são os crescimentos da população e da agricultura na região. Até 2004, cerca de 1,2 milhões de hectares de florestas foram convertidas em plantação de soja só no Brasil. Isso porque desmatar áreas de florestas intactas custa bem mais barato para as empresas do que investir em novas estradas, silos e portos para utilizar áreas já desmatadas.
Além de afetar a biodiversidade (a Amazônia possui mais de 30% da biodiversidade mundial), o desmatamento na Amazônia afeta, e muito, a vida das populações locais que sem a grande variedade de recursos da maior bacia de água doce do planeta se veem sem possibilidade de garantir a própria sobrevivência, tornando-se dependentes da ajuda do governo e de organizações não governamentais.
Nos últimos anos a Amazônia Brasileira vem registrando a pior seca de sua história. Em 2005, alguns lagos e rios tiveram sua vazão reduzida a tal ponto que não passavam de pequenos córregos de lama, alguns até chegaram a secar completamente, ocasionando a morte dos peixes. O pior é que esse efeito tende a se agravar com o tempo. Com os rios secando e a diminuição da cobertura vegetal, diminui a quantidade de evaporação necessária para a formação de nuvens, tornando as florestas mais secas.
Contudo, diversas ações vêm sendo tomadas pra impedir que o pior aconteça e preservar toda a riqueza proporcionada pela Amazônia. ONG’s como o Greenpeace, SOS Mata Atlântica, WWF, IPAM (Instituto de Pesquisas da Amazônia) e diversas outras entidades, realizam campanhas e estudos com o objetivo de divulgar e facilitar o desenvolvimento sustentável e a recuperação das áreas degradadas da Amazônia no Brasil. Quanto às iniciativas do governo, 19.440.402 hectares foram convertidos em Unidades de Conservação (UC) na Amazônia de 2002 a 2006, totalizando 49.921.322ha, ou, 9,98% do território. Sem contar os 8.440.914ha de Flonas (Floresta Nacional) criadas em territórios indígenas. Outro projeto que visa à consolidação de Unidades de Conservação na Amazônia é o projeto ARPA (Áreas Protegidas da Amazônia) que tem como meta atingir um total de 50milhões de hectares de UC até 2013 e conta com apoio e investimentos de instituições como o Banco Mundial e o WWF.


[1] Disponível em: <http://www.infoescola.com/geografia/desmatamento-da-amazonia/>. Acessado em: 10 de set. 2013.

1) O gráfico abaixo representa o desmatamento da Amazônia em função do tempo, na última década, em km2 por ano.


Com base nos dados, indique os intervalos de tempo em que a função é crescente, decrescente e constante.







A elevação do nível dos mares[1]
O derretimento das geleiras terrestres provocado pelo aquecimento global contribuiu em um terço para a elevação do nível dos oceanos entre 2003 e 2009, segundo novas estimativas mais precisas realizadas por um grupo internacional de pesquisadores a partir de imagens de satélites.
"Pela primeira vez, estamos prontos para estimar muito precisamente quanto estas geleiras juntas contribuíram para a elevação dos oceanos", disse Alex Gardner, professor de geografia da Universidade de Clark em Worcester, em Massachusetts, principal encarregado deste estudo publicado esta quinta-feira.
As maiores perdas de gelo ocorreram nas geleiras do Ártico canadense, no Alasca, no sul dos Andes e no Himalaia.
As geleiras fora das calotas glaciares da Groenlândia e da Antártica perderam, em média, 260 bilhões de toneladas de gelo anualmente durante este período de sete anos, provocando uma elevação de 0,7 milímetros por ano nos oceanos, determinaram os cientistas no estudo publicado na edição desta sexta-feira da revista científica Science.
"É como um pequeno balde de água com um grande buraco no fundo: isto não durará muito tempo, apenas um século ou dois, mas enquanto houver gelo nestas geleiras, elas serão uma causa importante de elevação do nível dos oceanos", explicou.
Segundo as estimativas atuais, se todas as geleiras do mundo derretessem completamente, o nível dos mares se elevaria 61 centímetros.
Mas se todo o gelo na Groenlândia derretesse isto elevaria os oceanos em 6,1 metros, o que aumentaria para perto dos 61 metros se a calota glaciar da Antártica derretesse.
Atualmente, a elevação do nível dos mares é causada em um terço pelo derretimento das geleiras terrestres, um terço pelo derretimento do gelo da Antártica e da Groenlândia e o terço final, pela expansão térmica da água sob o efeito do aquecimento global.


 2)  O gráfico abaixo representa a variação do nível do mar em função do tempo, em anos.


  Com base nos dados, indique os intervalos de tempo em que a função é crescente, decrescente e constante.
                           


Por: Marcella do Nascimento
Aluna do 7.º período do curso de Licenciatura em Matemática