quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Matemática e Sustentabilidade

  Esta atividade foi elaborada para uma turma de Ensino Médio que já tenha visto Porcentagem. Tem por abjetivo geral: Trabalhar a porcentagem utilizando a sustentabilidade.

  Proposta da atividade:  Iniciar a aula com uma conversa sobre Sustentabilidade (ex: perguntar aos alunos, o que eles entendem por sustentabilidade, o que eles fazem para levar uma vida sustentável, etc.).
                                     Em seguida, utilizar uma música que aborda o tema (ex: a música do cantor Jack Jhonson chamada "3R's" e a música pode ser encontrada no link http://www.youtube.com/watch?v=6Rw3PIn9hM0).
                                       Por último, resolver exercícios sobre porcentagem com a participação dos alunos (ex: ao final de cada questão, conversar com os alunos).

  Exemplo de questões para Atividade:

 1.  Em 2012, o Brasil produziu aproximadamente aproximadamente 8,9279x1010 de lixo, e 2,4x1010 desse lixo foram descartadas inadequadamente. Qual o percentual do lixo que foi descartado de maneira correta?

2.  Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cada pessoa necessita de aproximadamente 110 litros de água por dia para atender suas necessidades de consumo e higiene. No Brasil estima-se que cada pessoa consome 127,27% a mais do valor estimado pela ONU. Quanto de água o brasileiro consome?


                                                                                                      Proposta sugerida por:
                                                                          Izabela Nogueira - Licencianda em Maremática, 7º p.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

ENTREVISTA



A aluna Lídia Vilela, do 8° Período de Geografia, entrevista Raquel – jovem de 25 anos de idade que conta como foi ter sofrido bullying na escola.



LÍDIA: COMO FOI SUA EXPERIÊNCIA COM O BULLYING?
RAQUEL: “Na minha adolescência tinha poucos amigos, e não era uma adolescente muito atraente, pois era gordinha, e isso por si só já me deixava muito pra baixo, pois tinha um complexo enorme com meu corpo. Tinha o corpo diferente das minhas colegas de sala, era mais desenvolvida que as outras meninas, isso me fez sofrer muito, pois os meninos sempre implicavam comigo, colocavam apelidos em mim. O tempo todo sempre ouvia alguém me recriminando pelo meu peso, e isso me deixava muito para baixo, sempre estava preocupada em agradar as pessoas, tinha vergonha de comer perto das pessoas, pois sempre ouvia alguma piadinha de mau gosto, meu colégio era integral, pois estudava na época num colégio tradicional de São José do Calçado, cidade do interior do Espírito Santo. Às vezes, passava o dia todo sem comer devido às essas piadinhas.”

LÍDIA: DURANTE QUANTOS ANOS VOCÊ SOFREU COM O BULLYING?
RAQUEL: “Durante meu Ensino Fundamental”.


LÍDIA: VOCÊ REAGIA ÀS PROVOCAÇÕES?
RAQUEL: “Algumas vezes sim. Às vezes, colocava apelidos nas pessoas também, mas não adiantava muito, pois na maioria das vezes isso dava mais gás para implicarem comigo. E isso me deixava muito para baixo, pois, às vezes, tinha vergonha de colocar roupas mais curtas ou apertadas, pois sabia que iriam implicar muito comigo. Sempre usava roupas largas.
 Às vezes, corria para o banheiro e chorava durante horas, pois tinha vergonha e raiva de mim mesmo por ser daquele jeito e queria ser de qualquer forma igual minhas colegas de sala de aula, toda essa pressão na minha adolescência, desencadeou vários problemas, tanto psicologicamente como fisicamente.”

LÍDIA: QUAIS PROBLEMAS VOCÊ ENFRENTOU DEVIDO AO BULLYING QUE SOFRIA?
RAQUEL: “Tive problemas sérios de anemias devido às dietas malucas que fazia, às vezes ficava dias só bebendo líquidos e não comia. Teve um período que comecei a ter sintomas de bulimia, comia compulsivamente principalmente quando estava sobre pressão ou até mesmo por problemas, e logo em seguida tomava laxantes para perder tudo que tinha comido, cheguei uma época  sempre que comia muito a provocar o vômito, mas isso começou a ferir minha garganta então não continuei com essa prática. Mas sempre utilizava dos laxantes e diuréticos para emagrecer.  Minha família via meu sofrimento, e sempre tentaram me ajudar, fiz tratamento  psicológico encaminhada pela própria escola durante dois anos.
Outro problema que enfrentava era a dificuldade de comprar roupas, e isso era uma tortura pra mim, pois se gostava de uma roupa e ia experimentar e ela não servia, eu corria pra casa e caia em depressão profundo, o que me dava mais impulso em continuar com minhas dietas e métodos malucos para emagrecer.


LÍDIA: VOCÊ AINDA SOFRE COM ALGUM EFEITO DO BULLYING QUE VOCÊ PRESENCIOU EM SUA INFÂNCIA?
RAQUEL: “Acredito que ainda sofro, pois ainda tenho uma enorme dificuldade de aceitar meu corpo do jeito que é. Tem épocas que me matriculo na academia, e vira um vício para mim, pois se falto um dia, fico toda preocupada e logo acho que estou gorda, e no outro dia quero compensar pegando muito peso e fazendo horas de exercícios.  Outra dificuldade que tenho ainda é a questão de comprar roupas, isso ainda me deixa muito para baixo.”


E você, já sofreu bullying? 

               Conte-nos a sua história!

Conto: "Só no sapatinho..."

Só no Sapatinho...   
                               Por Danuza Nogueira - Aluna do 8º período do Curso de Licenciatura em Ciências da Natureza
              
            Marina era uma menina normal, até que um acidente a deixou com uma deficiência em uma de suas pernas, uma delas ficou menor que a outra. Devido a isso Marina foi obrigada a usar apenas sapatos modificados, que, embora fossem até bonitos, eram diferentes dos sapatos usados pelas meninas de sua escola.
            - Mãe, eu queria tanto um sapato igual ao das meninas do colégio. Compra para mim? – ela pedia a sua mãe.
            - Marina, minha filha, não podemos agora, um dia eu compro – respondia a mãe.
            Marina insistia todos os dias para que sua mãe comprasse o sapato da moda:
            - Mãe, e esse mês? Você pode comprar o sapato para mim? – pedia ela mais uma vez.
            - Marina, não podemos! Já disse! Um dia eu compro. – respondia sua mãe.
            O que a mãe de Marina não sabia é que na escola ela estava sendo alvo de piadas dos colegas, que riam dela por usar um sapato diferente, o que a deixava muito chateada.
            Sempre na hora da saída, um grupo de meninos e meninas se reuniam no pátio para espera-la passar com seu “sapatinho diferente” e começavam a cantar uma música e a gritar para ela:
            - Vai Marina, “só no sapatinho oh oh, só no sapatinhooo...”
            Nem todos cantavam e gritavam para ela, mas todos, de certa forma, contribuíam para ridicularizá-la, rindo dela. O episódio se repetiu durante quase todo o ano letivo.
            Com o tempo e as piadas dos colegas, Marina se tornou uma menina fechada e tímida e passou a ter dificuldade para se relacionar com as pessoas.
            Em casa Marina ainda insistia:
            - Mãe, compra o sapato para mim, por favor, compra? – implorava ela à mãe.
            - Marina, minha menina não podemos comprar agora, já disse, quando der eu vou comprar. – era sempre a mesma resposta.
            Em um belo dia, Marina estava muito chateada e, ao sair da sala de aula rumo à saída, se deparou com a cena que se repetia todos os dias: uma roda de meninos e meninas à sua espera cantando e gritando para ela:
- vai lá Marina: “só no sapatinho oh oh, só no sapatinhooo...” – cantavam entre gargalhadas.
            Foi então que Marina, num excesso de fúria, jogou para o lado sua mochila e cadernos e foi para o meio do pátio, deixando todos sem entender sua atitude, uma vez que sempre passava muito rápido pelo pátio a fim de não prolongar seu momento de vergonha.
            - O que ela está fazendo? – perguntavam-se todos
            Foi quando Marina, parada no meio do pátio, visível a todos que a humilhavam, começou a sambar ao ritmo do samba que todos os dias eles cantavam para ela.
            - Cantem, vamos, continuem cantando – ela pedia enquanto sambava e ria alegremente.
            Todos começaram a cantar ao seu redor e tudo virou uma grande diversão. Outras meninas se juntaram a ela, dançando.
            Depois desse dia, Marina voltou a ser a menina extrovertida que sempre fora antes que começassem a caçoar dela. Continuaram a cantar para ela, quando ela passava pelo pátio, mas agora não havia mais o tom de zombaria, pelo contrário, queriam que ela dançasse, e sempre que tinha tempo antes de ir embora, ela dançava um pouco, e por fim, acabou se tornando amiga de todos.


A grande questão não é o que fazem com você, mas o que você faz com o que fazem com você. 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Avaliando com mapas conceituais

A experiência do estágio supervisionado proporciona ao futuro professor além da prática da sala de aula, um olhar reflexivo a respeito da educação brasileira.
Eu, Priscila dos S. Caetano de Freitas, aluna do 8º período de Física do IFF campus Campos- Centro, acho que é muito importante para um docente conhecer metodologias de ensino, contudo, mais importante ainda é a prática pedagógica no contexto escolar.

O estágio funcionou como um laboratório em que pude "testar" métodos avaliativos diferentes e, de acordo com o conteúdo, perfil da turma e modalidade de ensino, perceber o mais adequado naquele momento.

A avaliação utilizada na aula sobre luz foi a de mapa conceitual, seguindo a teoria de mapas conceituais de Novak.

Os mapas conceituais de Novak são uma forma de por em prática a teoria de Ausubel de aprendizagem significativa, em que os conceitos vão se entrelaçando e/ou sendo esclarecidos. 

Abaixo, encontra-se um exemplar do material avaliativo aplicado ao PROEJA.


Depois da contextualização inicial, da exposição e discussão do tema, foi aplicada a avaliação referente ao respeito do tema, da seguinte forma:
Alguns conceitos ou palavras-chave foram suprimidas para que os alunos pudessem associá-los, as palavras suprimidas eram dadas de forma aleatória.

Durante a correção, houve uma discussão maior, alguns conceitos foram melhor reforçados ou interpretados e os alunos puderam sintetizar o conteúdo.


Por essa razão, eu particularmente gostei bastante desse método avaliativo e de acordo com as minhas futura aulas, pretendo usar novamente este método.

domingo, 21 de abril de 2013

Projeto Temático Alternativo: Os Cinco Sentidos da Percepção

No dia 15 de abril de 2013 foi apresentado o projeto alternativo interdisciplinar Os cinco sentidos da percepção: uma abordagem química, física e biológica no Colégio Estadual Almirante Barroso, situado no distrito de Tocos em Campos dos Goytacazes. Consistia em uma apresentação de experimentos confeccionados pela turma do 6º período (2012.2) da Licenciatura em Ciências da Natureza do IF Fluminense, que demonstravam e explicavam cientificamente os cinco sentidos: tato, visão, audição, olfato e paladar utilizando conceitos de Química, Física e Biologia.

Turma do 6º período de Ciências da Natureza
As turmas do 9º ano do Ensino Fundamental e do 2º ano do Ensino Médio participaram do projeto mostrando bastante interesse pelos experimentos. A turma do 9º ano surpreendeu pelo bom nível de conhecimento prévio apresentado.
Alunos e professora acompanhando
 a explicação de um experimento
Já a turma do 2º ano, mesmo em horário vago, participou do projeto demostrando bastante curiosidade. As professoras também participaram e acompanharam seus alunos instigando-os sobre os assuntos abordados
Apresentação de diversos experimentos
 
Alunos participando de experimentos
 sobre o tato (à frente e ao fundo)
Ao final do projeto, percebeu-se que seria melhor dividir os alunos do colégio em grupos menores para que todos pudessem interagir melhor com os experimentos e, assim, otimizar o processo de ensino e aprendizagem. Além disso, a explicação dos experimentos poderia ser realizada durante a execução dos mesmos com o objetivo de prender mais a atenção dos alunos.
A experiência foi muito boa e gratificante para nós licenciandos, já que pudemos vivenciar um pouco o ambiente escolar e interagir com alunos e professores.

6º Período - Licenciatura em Ciências da Natureza